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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Não me pergunte quem sou.


Sou o que você não vê.
Não tente entender o que
nem eu consigo saber.
Defino-me assim indefinida.
Meio mulher, um tanto criança,
um pouco velha. Cheia de esperança.
Não estou pronta, vivo inacabada.
Não sou inteira, sou partes encaixadas.
Não sou um poema somente, sou um livro.
Sou paixão personificada, amor em minha essência.
Sou saudade do que não tenho.
Lembrança do que já tive. Ausência.
Não sou santa, eu não nego.
Um tanto louca, me confesso.
Tenho medo e sou valente.
As vezes caio, outras só escorrego.
Não me tente, pode ser que eu me entregue.
Sou parte do mar, muito do céu.
Meus pés vivem no chão.
Mas o meu coração vive ao léu...

Recebi essa poesia por e-mail já tem um tempo e não tinha créditos, por isso se for de alguém favor deixar comentário para que eu possa dar os devidos créditos.

sábado, 5 de maio de 2012

PELA RUA


Sem qualquer esperança detenho-me 
diante de uma vitrine de bolsas
na avenida Paulista,
sexta,enquanto o crepúsculo
desaba sobre o bairro.
Sem qualquer esperança te espero.
Na multidão que vai e vem
entra e sai dos bares e cinemas,
surge teu rosto e some num vislumbre
e o coração dispara.
Te vejo no restaurante, na fila do
cinema, de azul dirigindo um automóvel,
a pé cruzando a rua, miragem que
finalmente se desintegra com a tarde
acima dos edifícios e se esvai nas nuvens.
A cidade é grande, tem 11 milhões
de habitantes e tu és um só.
Em algum lugar estás a esta hora,
parado ou andando,talvez na
rua ao lado, talvez na academia,
talvez converses num bar distante ou
no terraço desse edifício em frente,
talvez estejas vindo ao meu
encontro, sem o saberes, misturado
às pessoas que vejo ao longe da Avenida.
Mas que esperança! Tenho
uma chance em 11 milhões?
Ah! se ao menos fosse mil!

(Meu infinito particular)

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